Entenda a alta no preço dos alimentos

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou nesta quarta-feira (9) que a alta no preço de alimentos, como arroz e feijão, representa um choque transitório e localizado e que não deve afetar o índice mais amplo de inflação.

“A inflação é uma alta generalizada e recorrente. O aumento que estamos vendo agora não é generalizado, mas localizado em alguns produtos da cesta básica. Vai durar alguns meses e depois retorna à normalidade.”

Segundo ele, além da alta nas exportações de alimentos do Brasil, causada em especial pelo aumento da compra de grãos no mundo, houve um crescimento no consumo dentro do país. “A demanda interna deu um pulo”, disse.

Benefícios

O secretário também citou o auxílio emergencial como um fator que pressionou os preços.

Entre os beneficiários do Bolsa Família, a média de benefício saltou de R$ 190 para quase R$ 900, já que muitas das mais de 65 milhões de pessoas que recebem o auxílio emergencial acessam por mês R$ 1,2 mil — caso das mulheres que sustentam a família sozinhas.

“Quadruplicou a renda de famílias muito pobres. Era natural que num ambiente de economia fechada, elas usariam o dinheiro naquilo que estava aberto, como supermercados, e comprassem alimentos”, diz ele.

Desde abril, Sachsida já alertava que o pagamento do auxílio emergencial e a maior demanda internacional poderia refletir no preço dos alimentos.

Apesar da redução dos valores do auxílio emergencial a partir de setembro, com o novo patamar de R$ 300, há ainda, segundo o governo, cerca de R$ 50 bilhões a serem pagos a pessoas que começaram a receber as parcelas mais tarde.

Fonte: Contábeis